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A Cirurgia de Feminilização Facial (CFF) de Lynn
Copyright © 2000-2006,
Lynn
Conway
[versão de 17.06.06]
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Em 10 de novembro de 1999, Lynn Conway (Pt) se submeteu à cirurgia de feminilização facial (CFF). O Dr. Douglas Ousterhout, M.D., D.D.S., executou essa cirurgia de dez horas no campus Davies do Centro Médico California-Pacific em São Francisco. O Dr. Ousterhout é o pioneiro nesse campo de cirurgia muito agressiva de reconstrução dos ossos faciais de mulheres transexuais.
O objetivo da cirurgia de feminilização facial é eliminar ou reduzir muitos dos traços masculinos dos ossos faciais, que são provocados pelos altos níveis de testosterona presentes durante a fase final da puberdade nas transexuais MtF (Male to Female—de homem para mulher). Para visualizar o que já é possível, leia sobre as experiências cirúrgicas e veja as extraordinárias fotos do antes/depois nos sites de Andrea James, Becky Allison, Gina, Madeleine, Nicki, Sally e Rachel, todas elas pacientes do Dr. Ousterhout. Veja também a Página de Diane sobre sua CFF com o Dr. Ousterhout e a Página de CFF do site beginninglife.com para mais links de fotos e histórias sobre a CFF.
Esta página fornece informação detalhada, um diário de acontecimentos e algumas fotos da experiência cirúrgica da CFF de Lynn, na esperança de que essa informação seja valiosa para quem esteja contemplando a sua própria CFF.
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Nos fins dos anos oitenta, o Dr. Douglas Ousterhout chegou à conclusão de que os efeitos da masculinização nos rostos das transexuais MtF podiam desfigurá-las e exclui-las socialmente tanto quanto os efeitos de deformações genéticas nos rostos de crianças, ou naqueles que sofriam acidentes. O Dr. Ousterhout, que tinha experiência extensa em cirurgia estética, craniofacial, maxilofacial e reconstrutiva, junto com uma ampla gama de “macetes” cirúrgicos que podia utilizar para solucionar tais problemas, abriu novos caminhos na reconstrução radical dos rostos de mulheres transexuais.
Descrevem-se muitas das técnicas cirúrgicas da CFF no livro de consulta médica Esculpindo Estéticamente o Esqueleto Craniofacial, do Dr. Douglas K. Ousterhout, Ed., 1991. Essas técnicas ultrapassam em muito a cirurgia estética tradicional (como se pode ver nos esboços e fotos, no livro mencionado acima, da remoção e remodelagem de grande parte da testa e dos ossos das órbitas dos olhos para eliminar um perfil muito masculino das sobrancelhas).
No caso das mulheres transexuais, o Dr. Ousterhout enfoca a modificação levando em conta as dimensões de cada rosto para que o resultado chegue o mais próximo possível das proporções femininas, e para isso, baseia-se em medidas antropológicas. A necessidade de sobrevivência tem influenciado a evolução, resultando na adaptação dos rostos masculinos para a proteção durante a luta e a caça, através do desenvolvimento de arestas nas sobrancelhas, assim como queixos e mandíbulas grossos. Os rostos femininos (e também os de crianças), em contraste, evoluíram para que elas pudessem fugir e se esconder melhor (faltam-lhes as arestas das sobrancelhas além de seus olhos estarem mais adiante na estrutura facial, o que lhes dá melhor visão periférica). Essas diferenças das características sexuais secundárias se desenvolvem como resultado da presença de hormônios diferentes nos corpos de meninos e meninas depois do começo da puberdade.
A influência da testosterona, o hormônio masculino, produz uma masculinização rápida dos traços faciais dos meninos, que começa durante a puberdade e continua durante os vinte; também resulta no aparecimento da barba e na mudança do tom da voz. A remoção da fonte de tesosterona (pela castração) impede essa masculinização, o que se pode ver nos perfis de duas hijras do site de Takeshi Ishikawa (durante muitos séculos muitas transexuais da Índia se submeteram como adolescentes à castração e à emasculação completa ao se juntar à casta hijra; depois vivem como “mulheres” em “famílias” hijras). Faltam às duas hijras na foto de Ishikawa as saliências das sobrancelhas, elas têm pequenos queixos e mandíbulas, além de testas que se fusionam de maneira suave à linha do nariz. Sem a influência da testosterona, os traços faciais permanecem infantis, e parecem com os de outras mulheres jovens, embora em geral as hijras não tenham acesso a hormônios femininos.
Como se pode ajudar mulheres transexuais obrigadas pelas circunstâncias a crescer como homens e sofrer a masculinização do rosto? Pode-se levar a cabo a feminilização cirúrgica de rostos masculinizados ao reduzir ou eliminar a saliência das sobrancelhas, redimensionar a testa, ajustar o contorno do nariz, reduzir o tamanho do queixo e da mandíbula, assim como esculpir a traquéia para eliminar o pomo-de-adão. Contudo, como na cirurgia reconstrutiva de vítimas de acidentes e meninos com fissura palatal, essa cirurgia é extremamente invasiva.
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Uma pessoa não se submete à dor de uma cirurgia tão extrema só por “motivos estéticos”. A paciente deve estar altamente motivada e ser capaz de aceitar os riscos reais de tolerar dores, sofrimento e complicações. O período de recuperação pós-operatória é doloroso e traumático, e seqüelas permanecem durante muito tempo — é comum que o inchaço dos ossos faciais e o entorpecimento do queixo tardem meses até se reduzir, e que áreas do couro cabeludo percam sensibilidade por um ano ou mais, ou até permanentemente.
No entanto, em alguns casos de transexuais que tenham saliências nas sobrancelhas e mandíbulas muito grandes, pode-se dizer que a CFF é quase a diferença entre uma vida razoável e uma morte em vida, ou seja, entre ser aceita como uma mulher normal ou ridicularizada pela aparência. Em muitos casos típicos, a cirurgia substitui os traços originais do “rosto transexual” por contornos agradavelmente femininos.
Leve em consideração por exemplo o caso de Sally, mostrada nas três fotos seguintes. A primeira foto (à esquerda) a mostra ainda como um rapaz, e um rapaz bastante bonito. A segunda foto a mostra depois de dois anos de tratamento hormonal e de eletrólise. Muitas mulheres transexuais se sentiriam felizes de ter-se transformado até esse ponto, e muitas poderiam achar que já têm até um aspecto bom nessa fase.
Entretanto, embora se perceba que os traços faciais tenham-se suavizado e sejam um pouco mais femininos na segunda foto, pode-se ver também que ela ainda tem certa aparência de transexual. As arestas das sobrancelhas, o queixo alto e a mandíbula larga — que faziam dela um rapaz bonito — já estragam o aspecto feminino. A terceira foto a mostra depois da CFF executada pelo Dr. Douglas Ousterhout, M.D. Já percebemos melhor os problemas da segunda foto, e por que ela não parecia bonita. A transformação da CFF, embora aparentemente sutil, é realmente profunda. Já é uma mulher de beleza impressionante, mesmo sem maquiagem. Esse é um resultado excelente, mas nem todos serão tão impressionantes. Contudo, o resultado é muitas vezes essencial em termos de auto-estima, sobretudo na capacidade de se passar naturalmente como uma mulher.
Antes da transição/depois de dois anos de hormônios e eletrólise/depois da CFF pelo Dr. Ousterhout
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O que aconteceu? Como a aparência dela mudou tanto? A resposta se descobre ao olhar as mesmas mudanças de PERFIL. Embora não nos olhamos de perfil quase nunca, assim é como os demais muitas vezes nos vêem. E é a estrutura facial de perfil, em ângulos intermediários, que mais determina a aparência de nossos rostos e as opiniões que os demais terão sobre nosso gênero. Por isso, é nosso perfil que mais freqüentemente nos revela como transexuais e impede que pareçamos bonitas.
As duas fotos seguintes mostram o perfil de Sally antes e depois da CFF. As mudanças são realmente incríveis. Embora tivesse um aspecto razoável de frente, a aparência dela de perfil antes da cirurgia era muito inadequada para uma mulher. Depois da CFF, a aresta das sobrancelhas desapareceu e foi substituída por um contorno redondo tipicamente feminino; o nariz foi esculpido para se unir suavemente à testa remodelada; a altura e o ângulo.
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Em muitos sentidos, a inovação da CFF está causando um impacto dramático nas vidas de mulheres transexuais, e em suas oportunidades de encontrar felicidade, do mesmo modo como fez o desenvolvimento das técnicas da SRS (Sex Reassignment Surger y -- cirurgia de redesignação sexual). A mulher que pode reverter a masculinização do rosto experimenta como resultado algo muito mais profundo do que um simples exercício de vaidade ou embelezamento. Quer dizer, essas cirurgias muito invasivas têm um papel importante na auto-aceitação das mulheres transexuais, em finalmente permiti-las encontrar um lugar cômodo e apropriado dentro da sociedade após a recuperação. Para entender mais esse processo, veja o artigo de Rebecca Kastl intitulado “Passar ou não passar” e, em seguida, leia abaixo as palavras de minha amiga Emily Hobbie:
“Quando saía de casa antes da cirurgia, não importava quanta alegria e paz eu irradiasse — alguns sempre me veriam como uma pessoa esquisita. No falo de poder passar despercibida—falo de como as pessoas me viam enquanto ser humano. Quero que as pessoas me vejam claramente, sem olhar por uma lente de dúvidas para tentar enxergar quem porventura eu seria. Não importava quão feliz e otimista eu fosse antes da CFF, as linhas e curvas do meu rosto, que não me pertenciam, arruinavam minha confiança — eram tão erradas como uma mecha de cabelo rebelde que de nenhum jeito pode-se domar.
Estou certa de que, se não existisse a cirurgia que executa o Dr. Ousterhout, assim mesmo eu teria tentado tirar o melhor proveito possível da vida. Mas suponho que, apesar de toda a felicidade que eu tivesse conseguido obter, a diferença entre quem sou e quem meu rosto dizia que eu era teria roubado muito da minha alegria de viver. Quem sabe?
Resultados à parte, isso não só me permite integrar-me ao mundo e à sociedade — que é o melhor que podia esperar de antemão — mas também abraçá-la positivamente e encontrar a paz por dentro (ou a possibilidade de tê-la), que os demais vêem e percebem. É um maravilhoso ciclo ressonante: a sensação de conforto sentida por mim irradia-se para os demais, que percebem meu equilíbrio e voltam a refletir a felicidade para mim...”
Com a difusão das notícias das transformações faciais entre a comunidade transsexual e entre os psicoterapeutas delas, a clientela do Dr. Ousterhout cresceu muito em meados e fins dos anos 90. As notícias espalharam ainda mais rapidamente quando fotos de “antes/depois” começaram a aparecer em sites, junto com conselhos sobre como se preparar e enfrentar uma cirurgia tão agressiva. Andrea James foi a primeira mulher transexual que publicou fotos desse tipo na internet. Essas fotos animaram Nicki, Sally, Lynn e muitas outras mulheres transexuais a encarar o conceito de CFF, as quais logo decidiram se submeter à cirurgia. Até o maio de 2001, o Dr. Ousterhout tinha executado aproximadamente de 525 a 550 cirurgias de reconstrução facial para pacientes transexuais.
Muitas mulheres transexuais que planejam uma transição já se submetem à CFF imediatamente antes do começo da “experiência da vida real”. Isso pode melhorar muito a aceitação imediata como mulheres durante a experiência de transição porque aparentam mais femininas depois da CFF. Note que Andrea, Becky, Gina, Madeleine, Nicki, Sally e Rachel se submeteram à CFF com o Dr. Ousterhout quando estavam nas etapas iniciais ou intermediárias das transições sociais.
Uma melhor aceitação social durante a experiência da vida real possibilita que muitas mulheres transexuais se transicionem socialmente de homem para mulher em seus empregos e assegurem, desse modo, a fonte de renda enquanto se preparam para se submeter à SRS depois da experiência da transição. Embora a CFF seja bastante onerosa, o fato de poder evitar a perda do emprego pode compensar o custo da cirurgia. Adicionalmente, já sabemos que se pode deduzir os custos da CFF da renda pessoal ao se calcular o imposto de renda, porque a CFF é considerada uma parte do processo médico global de redesignação sexual e não uma cirurgia meramente estética.
O consultório do Dr. Ousterhout está localizado no campus Davies do Centro Médico California-Pacific. O endereço é: Dr. Douglas Ousterhout, M.D., D.D.S., 45 Castro St., Suite 150, San Francisco, California 94114, USA/EUA. O número de telefone é (415) 626-2888, e o endereço eletrônico é e-mail link.
Sugere-se para quem deseje marcar uma hora com o Dr. Ousterhout ligar para seu escritório e falar com sua assistente, Mira Coluccio. Para mais informações sobre o Dr. Ousterhout e suas técnicas cirúrgicas, veja o site http://www.drdouglasousterhout.com/
Lynn, que tem mais de 55 anos, é uma mulher transsexual pós-operada que se submeteu à SRS de homem para mulher (MtF) há bastante tempo, em 1968. Ela teve a sorte de sempre poder passar facilmente como mulher, e ter desfrutado de uma carreira e uma vida maravilhosas como tal.
Entretanto, Lynn nunca conseguiu esquecer os horríveis efeitos da masculinização facial que começaram enquanto ela era adolescente, embora tais efeitos tenham sido menos visíveis que nos casos de muitas outras transexuais. A CFF moderna lhe permitiu “reverter o tempo” e desfazer uma grande parte dos danos físicos dessa experiência terrível. Em resumo, Lynn se submeteu à CFF para melhorar sua vida e trazer alívio psíquico e felicidade enquanto amadurece.
A CFF de Lynn incluiu avanço da linha capilar, remodelagem da testa, eliminação das arestas das sobrancelhas, reconstrução do nariz, da mandíbula e do queixo e redução da traquéia, tudo executado no curso de uma longa cirurgia que as pacientes do Dr. Ousterhout chamam de “o serviço completo”. Os resultados são sutis e ao mesmo tempo incríveis. Lynn ainda “parece Lynn”, especialmente de frente, mas de perfil ocorreu uma transformação notável. Lynn agora se parece como uma irmã sua pareceria, caso tivesse tido alguma.
Lynn espera que as informações e experiências aqui documentadas ajudem aquelas que pretendem se submeter a esse tipo de cirurgia. Se você tem essa intenção, ou se tem outras perguntas específicas a respeito de CFF, pode contatar Lynn pelo endereço de e-mail que se encontra na página inicial. Lynn também tenta manter este site tão atualizado e útil quanto possível. Se você tem qualquer comentário, correção ou sugestão, por favor entre em contato com ela.
Para mais informação sobre Lynn, inclusive muitas outras fotos da vida dela, visite http://www.lynnconway.com. O site seguinte inclui artigos de imprensa sobre a vida e a carreira dela: http://ai.eecs.umich.edu/people/conway/Media/Media.html. Pode-se também ler a retrospectiva detalhada da vida dela em http://ai.eecs.umich.edu/people/conway/RetrospectiveT.html
Sempre gostei de estar ao ar livre, e ao longo dos anos tenho praticado muita trilha, alpinismo, corrida, canoagem e motociclismo. Meu rosto e pele, expostos ao sol e ao clima durante tantos anos, junto com o processo natural de envelhecimento, desenvolveram muitas rugas. No início de 1999 comecei a procurar informações sobre cirurgia estética para rejuvenescer minha aparência.
Também procurei nos sites Web de outras mulheres transexuais informações sobre cirurgia facial e me deparei com as fotos incríveis do site de Andrea James. Ao olhar as fotos do antes/depois de Andrea e de outras pacientes, especialmente as de perfil, entendi quanto os traços da saliência das sobrancelhas, da mandíbula e do queixo influenciam na aparência das transexuais MtF. Instantaneamente, entendi o conceito de CFF e vi o quanto o Dr. Ousterhout tinha desenvolvido essas novas técnicas cirúrgicas.
Durante uma viagem à Califórnia em junho de 1999, consultei o Dr. Ousterhout para saber como ele poderia me ajudar. Como Mira me havia instruído, mandei tirar raios-x do meu rosto no dia anterior em um laboratório no centro de São Francisco. Logo após, o Dr. Ousterhout me examinou, analisou as radiografias e discutimos todas as opções possíveis. Escutei cuidadosamente todas as recomendações iniciais que ele esboçou sobre as chapas a respeito das mudanças que ele sugeria na minha testa, arestas das sobrancelhas, nariz, mandíbula e queixo. Ao me dar conta da melhora que era possível, comecei a pensar seriamente em fazê-lo. Depois de voltar para casa, pesquisei mais ao entrar em contato por e-mail com ex-pacientes do Dr. Ousterhout para saber mais das experiências e dos resultados delas.
Em meados de julho decidi que realmente necessitava dessa cirurgia. Precisaria de um lifting de qualquer jeito, e era óbvio que seria um erro fazê-lo sem antes remodelar os ossos faciais, já que eu perderia os efeitos do lifting se mais tarde decidisse me submeter à CFF.
Eu tinha me submetido a várias cirurgias ao longo dos anos, mas era óbvio, depois de ter lido sobre as experiências das outras pacientes, que a CFF seria uma experiência bem mais traumática se comparada com minhas experiências anteriores. Seria mais difícil até do que a SRS típica. Entretanto, tinha aprendido que a pessoa que esteja preparada mentalmente para enfrentar a dor e a trauma, não deixando que isso a afeite psicologicamente, acaba por esquecer rapidamente toda a experiência ruim. No meu caso, me parecia que os benefícios facilmente compensariam o sofrimento.
Voltei a visitar o Dr. Ousterhout em agosto de 1999 para uma consulta de planejamento detalhado. Decidimos que me submeteria ao “serviço completo”, quer dizer, à série de cirurgias faciais executada de uma única — e longa -- vez. Marcamos a data para 10 de novembro e, então, fiz o depósito. Aquilo estava mesmo para acontecer.
Entre agosto e outubro tive a oportunidade de conhecer Sally e Nicki, duas mulheres transexuais que tinham se submetido ao “serviço completo” com o Dr. Ousterhout. Surpreendeu-me saber quanto lhes tinha ajudado a cirurgia, e aprendi muito com elas sobre a cirurgia e o processo de recuperação. Adicionalmente, elas me deram muitos conselhos sobre a preparação, o que devia levar comigo, e dicas práticas sobre o hospital e a vizinhança, além de muita informação sobre o que podia esperar durante minha recuperação.
Por exemplo, por ter conversado com Sally e Nicki e outras pacientes, e também por ter lido muito na internet, comecei a me preocupar com a claustrofóbia de ficar cinco dias com um tamponamento no nariz. Para tentar me tranqüilizar, fiz uma simulação: jantei e dormi uma noite inteira com um pregador (do tipo que os nadadores usam) preso nele. Era difícil comer e beber, me dava trabalho engolir, e meus ouvidos estalavam o tempo todo, mas ao fim me acostumei. Claro que ia ser um grande incômodo, mas eu concluí que poderia tolerar o tamponamento de meu nariz.
Enquanto fazia as malas, pensava no que levar comigo e planejava a viagem e o período de recuperação; extraí muita informação dos sites de outras ex-pacientes. Havia muitas duvidazinhas sem respostas, e muitas outras que já nem sabia questionar. Decidi escrever um diário de minhas experiências para poder compartilhar mais tarde.
[Nota: algumas das fotos abaixo são bastante chocantes, mas as incluí para que pacientes em potencial se dêem conta de como ficarão durante a primeira etapa da recuperação. Espero que elas sirvam para reduzir o choque inicial quando a paciente se olhar pela primeira vez no espelho.]
Quando me liberaram da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Davies, dois dias depois que me submeti à CFF, tive várias opções de alojamento para mais ou menos uma semana de recuperação. Havia alguns hotéis perto (veja aqui) e os chamados "quartos de hóspedes" do Hospital Davies, os quais, nessa época, eram em um andar não ocupado do hospital. Custavam US$60 por dia e podia-se ter três refeições hospitalares diárias.
Os quartos eram convenientes e muito perto do consultório do Dr. Ousterhout, mas também tinham desvantagens -- algumas pacientes se sentiam muito isoladas nesse andar não ocupado. Adicionalmente, havia pacientes que não gostavam da comida hospitalar. Em dezembro de 2000, o hospital começou a precisar desses quartos novamente e o Dr. Ousterhout teve que providenciar um novo alojamento para recuperação pós-operatória: a Pensão Cocoon, que pertence a duas enfermeiras cirúrgicas do Hospital Davies. Mary-Lou, uma das donas, me enviou o e-mail seguinte para divulgar que a pensão tinha sido inaugurada:
Lynn, gostaria de nos apresentar a você: sou Mary-Lou e minha sócia é Trícia. Somos enfermeiras e trabalhamos na sala de cirurgias do Hospital Davies. Quando ouvimos que fechariam os quartos de hóspedes do hospital, decidimos converter nossos dois apartamentos em uma pensão para as pacientes do Dr. Ousterhout. Nosso objetivo é fornecer um ambiente que seja seguro, confortável, livre de fumo e acolhedor. Não oferecemos serviços de enfermeira, mas cuidamos de nossas hóspedes! Fornecemos alimentos para pacientes que se recuperam da CFF (por exemplo, sucos, água emgarrafada, gelatinas, pudim, porções de frutas, sopas e picolés). Cada quarto tem uma televisão com vídeo, aparelho de som com CD, telefone (só para ligações locais), forno, geladeira, microondas, liqüidificador, máquina de café, secador de cabelos e cofre. Os hóspedes podem desfrutar de um aprazível pátio, onde há um limoeiro. A pensão está localizada aproximadamente a uma milha (1,6 km.) do Hospital Davies. O transporte público é muito conveniente e custa US$1.00. A vizinhança (Vale de Noé) é culturalmente diversa e conhecida pela solidariedade. Diferentemente da maior parte da cidade, nós estamos numa área plana! Pode-se encontrar mercados, restaurantes e quase todos os tipos de lojas e serviços muito perto da casa. Atenciosamente, Mary-Lou.
A um custo de US$ 125 por dia, mais ou menos, a Pensão Cocoon fornece alojamento aprazível, refeições e acesso fácil e prático ao cuidado pessoal durante a recuperação. Isso realmente é algo maravilhoso. Para mais informações, assim como reservar alojamento para antes e/ou depois da CFF, ligue para Mira Coluccio no consultório do Dr. Ousterhout.
LINKS PARA MAIS INFORMAÇÕES SOBRE A CFF:
Desde que escrevi esta página em 2000, cada vez mais mulheres transexuais têm se submetido à CFF para completar suas transições de gênero de modo mais fácil e bem-sucedido. Como resultado, um grande número de cirurgiões-plásticos eminentes ao redor do mundo começaram a praticar esse tipo de cirurgia facial introduzido pelo Dr. Ousterhout, tornando-se peritos nela. Cada vez mais, mulheres transexuais estão colocando suas histórias e fotos da CFF na internet, a fim de que outras transicionistas entendam melhor os custos, os riscos e as recompensas e meios-termos resultantes desse tipo de cirurgia. Isso conduziu a uma disponibilidade cada vez maior de dados sobre a CFF na internet. Os links seguintes a ajudarão a explorar toda essa informação:
Página de informação de Andrea James sobre CFF, com links muitas fontes de informação sobre CFF.
Página de Diane sobre a Cirurgia de CFF com o Dr. Ousterhout.
Informações sobre Feminilização Facial.
Grupo de Apoio CFF YahooVicki Estrada's photo-diary video about her Facial Feminization Surgery with Dr. Spiegel in Boston NEW
Sites de cirurgiões eminentes de CFF:
Douglas Ousterhout, M.D., San Francisco, CA
Jeffrey Spiegel, M.D., Boston, MA (link to FFS page, also see many photos at this link)
Mark L. Zukowski, M.D., Chicago, IL
Frans Noorman van der Dussen, M.D., Antwerp, Belgium
Suporn Watanyusakul, M.D., Chonburi, Thailand
Bart van de Ven, M.D. and Daniel Simon, M.D., Marbella, Spain (more) NEW
Muito obrigada ao Dr. Douglas Ousterhout por entender e se preocupar com os problemas de masculinização dos rostos de mulheres transexuais, por se empenhar em utilizar o espíritu criativo e inovador dele para solucioná-los, assim como por empregar uma inigualável destreza cirúrgica para feminilizar artisticamente os rostos de tantas mulheres transexuais.
Obrigada também à chefe do consultório do Dr. Ousterhout, Mira Coluccio, que tem uma relação muito próxima com todas as pacientes, a fim de ajudá-las a se preparar para a cirurgia e amenizar suas recuperações. Ela eficientemente dirige o grande consultório do Dr. Ousterhout para que este funcione sem problemas. Quero também agradecer a Andrea James, Sally, Nicki, Jessica e Carolyn por terem me dado tanta ajuda pessoal e tanto ensino sobre websites enquanto me preparava para a minha CFF.
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